Aquilino

A limpidez da porta  
pede para ser puxada:
a transparência fere
a frieza vidrenta
da transparência fere.

O meu nariz não gosta.

2 comentários:

Djabal disse...

A ventura de empunhar no ventre pelo nó de porcelana um desses altos obstáculos de um cômodo; o corpo-a-corpo rápido pelo qual por um instante o passo se detém, o olho se abre e o corpo inteiro se acomoda ao seu novo aposento. Em "Os prazeres da Porta" de Francis Ponge

Ana Jerónimo disse...

Muito obrigada, Djabal, pela passagem deixada.